Feverestival abre oficialmente 19ª edição com espetáculo Restinga de Canudos no Teatro Castro Mendes na sexta, 26
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Confira os destaques do fim de semana de abertura do Feveres 2026, que começa com espetáculos nacionais, internacionais e atividades formativas

Foto: Alécio Cezar
O 19º Feverestival - Festival Internacional de Teatro de Campinas - começa nesta sexta-feira, 26 de junho, e segue até 4 de julho com diversas apresentações nacionais e internacionais para todas as idades, além de ações formativas relacionadas às artes da cena. A abertura oficial acontece no primeiro dia de programação no Teatro Castro Mendes, a partir das 19h30, com o espetáculo “Restinga de Canudos”, da Cia. do Tijolo, de São Paulo/SP. Os ingressos estão à venda na bilheteria física do teatro e pelo site, com valores que variam entre R$50 (inteira) e R$25 (meia).
Apesar de a primeira apresentação ter ingressos pagos, a maior parte da programação tem entrada gratuita - confira todas as atrações e a agenda completa na aba '19º Feverestival'.
Na noite de abertura, a Cia. do Tijolo promete encantar o público com uma releitura da Guerra de Canudos (1896-1897) que evidencia a história de poetas, indígenas, juremeiros, agricultores, professoras, mulheres e outras pessoas comuns que viveram nessa época. Descentralizando o foco da figura de Antônio Conselheiro, a obra traz o movimento popular para o centro do espetáculo e presenteia o público com um elenco diverso composto por músicos e artistas de várias regiões do país.
Ainda durante o dia 26, o Festival inicia suas atividades com a Oficina Teatral “Son de los Diablos”, com a artista peruana Ana Correa na Casa de Cultura Aquarela. Durante este dia, os inscritos na oficina vão mergulhar em uma investigação da presença cênica a partir de jogos dramáticos, improvisação e trabalho com objetos como bastão, lenços e máscaras da dança afro-peruana El Son de los Diablos. As pessoas participantes poderão experimentar elementos como musicalidade, ritualidade e construção poética da cena em diálogo com tradições e identidades latino-americanas. No mesmo dia, das 16h às 18h, o CIS Guanabara recebe o primeiro encontro presencial da oficina de Crítica Teatral com Mariana Queen Nwabasili, que propõe uma introdução à prática crítica a partir do acompanhamento da programação do festival e da produção de textos pelos participantes.
O fim de semana segue e sábado, 27, o dia começa no Centro Cultural SESI Campinas, às 09h, com a oficina "Experimentos do Trágico – Corpo, mito e presença na cena", da atriz, diretora, professora e pesquisadora teatral Ana Carolina Salomão. A oficina propõe uma investigação prática sobre o trágico como potência de criação cênica, por meio de exercícios de corpo, voz e composição coletiva. Às 20h, o Barracão Teatro, em Barão Geraldo, será o palco do espetáculo “Confesiones”, com a atriz peruana Ana Correa em um solo que compartilha seu processo criativo, dialogando com suas personagens construídas ao longo da trajetória do Grupo Yuyachkani - a entrada é gratuita. Também no sábado, às 20h, o Centro Cultural SESI Campinas apresenta a obra “Boi Mansinho e a Santa Cruz do Deserto”, do grupo Clariô de Teatro, vindos direto de Taboão da Serra/SP - a entrada também é gratuita. A obra traz a estética da cultura popular do reisado cearense, da liturgia do Boi e do encantamento, narrando a saga da irmandade liderada pelo Beato José Lourenço.
No domingo a programação do sábado se repete com a oficina de Ana Carolina Salomão, no SESI, das 09h às 13h, bem como o espetáculo “Confesiones”, no Barracão Teatro, em Barão Geraldo, dessa vez, às 19h e o espetáculo “Boi Mansinho e a Santa Cruz do Deserto”, no SESI, também às 19h. A novidade do domingo é a apresentação da obra teatral “Dia da Caça”, do grupo Las Cabaças, de Alter do Chão-PA, que chega ao Sesc Campinas, às 16h. Em cena, as caçadoras Bifi e Quinan, famintas há três dias, passam uma noite na floresta seguindo rastros de bichos e procurando comida. Um misterioso e temido animal as enfeitiça durante o curso da história.
O Feverestival está na cena nacional dos festivais de teatro e é um dos maiores eventos do setor do interior do Estado de São Paulo. Criado em 2003, em sua trajetória trouxe apresentações inéditas para a cidade de Campinas, fomentando obras de todas as cinco macrorregiões do Brasil e de diversos países, como: Peru, Chile, Espanha, Colômbia, Itália, Argentina, Uruguai, Inglaterra, Alemanha, Bolívia, Finlândia, Israel, Burkina Faso, México, Costa Rica e Moçambique. Aos poucos, o Feveres alça novos voos e expande sua relação com o território Campineiro e região. Além de sua relevância para a arte do interior paulista - ao dar visibilidade às diversas linguagens artísticas, descentralizar ações culturais, promover atividades com acessibilidade e representatividade - o festival tem um expressivo impacto econômico, ao gerar empregos para diversos artistas e trabalhadores da cultura.
O Núcleo do Feverestival é composto por Bruna Schroeder, Cauê Moreira, Dandara Lequi, Dudu Ferraz, Francisco Barganian, Juliana Kaneto, Mariella Siqueira e Miguel Von Zuben.O 19º Festival Internacional de Teatro de Campinas é uma produção do Núcleo Feverestival, Território Produções Artísticas e Quintal Garatuja; apoio financeiro do Iberescena e realização da Funarte e Ministério da Cultura do Governo Federal; correalização da Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura Municipal de Campinas, Universidade Estadual de Campinas, DCult, ProEEC, Cocen e Lume Teatro.








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