#ExperimentosCríticos | Parcerias fortes e estratégias cômicas em ‘Dia da Caça’, do grupo Las Cabaças [Alter do Chão/PA]
- 20 de jul.
- 2 min de leitura
Texto de Ariana Zilioti produzido para o 19º Feverestival como parte da Oficina de Crítica Teatral, ministrada por Mariana Queen Nwabasili e idealizada por Guilherme Diniz
!['Dia da Caça', do grupo Las Cabaças [Alter do Chão/PA], no 19º Feverestival - Foto: Dalton Yatabe (Chun)](https://static.wixstatic.com/media/8ec82a_1d1ddd635beb4e4e93c30733509cd635~mv2.jpg/v1/fill/w_980,h_654,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto/8ec82a_1d1ddd635beb4e4e93c30733509cd635~mv2.jpg)
É noite. No meio da mata, Bifi e Quinan, duas caçadoras, avançam por entre rios. Elas estão com sono e sem comer há três dias. Atracam e se organizam para mais uma caçada, ou, antes, para o que parece ser a primeira caçada de suas vidas. Em meio a trapalhadas e mal entendidos, a dupla acaba por cair na armadilha do feitiço de uma cobra às três da madrugada.
“Dia da Caça”, do grupo de teatro Las Cabaças, do Pará, foi a primeira peça de classificação livre do 19º Feverestival - Festival Internacional de Teatro de Campinas. O trabalho arrancou gargalhadas e entreteu tanto os brotinhos quanto as árvores já um pouco mais crescidas presentes na arena do Sesc Campinas em 28/06. Em uma montagem gostosa e fácil de assistir, Juliana Balsalobre e Marina Quinan, sob direção da saudosa Lily Curcio, presentearam a plateia com uma atuação bastante delicada e conscienciosa.
O brotinho de três anos de idade, filho da autora deste texto, se divertiu muito e esteve conectado por todo momento às duas palhaças protagonistas. Porém, sentiu medo quando a flecha da caçada se voltava para o público.
No final - um tanto quanto despretensioso e repentino -, as engraçadas caçadoras completam mais um dia sem comer, seja por lhes faltar coragem para tirar a vida de uma cobra como alimento, seja por lhes faltar um abridor de latas para ter acesso às sardinhas em conserva encontradas fortuitamente. Esse foi um dia da caça, e não das caçadoras.
O que é certo é que, através das presepadas clássicas da palhaçaria, da manipulação encantadora da serpente marionete, de figurinos que distorcem o corpo das atuantes e de chapéus de cabaças, Bifi e Quinan são capazes de representar aquilo que temos de mais humano e singelo: a parceria e o amor, que, através da peça, acabam por encontrar seu espaço em meio aos desajustes da vida cotidiana de crianças e adultos.
Esta publicação é resultado de uma das ações desta edição e não reflete necessariamente a opinião do Feverestival





![#ExperimentosCríticos | Equilíbrios e desequilíbrios de Karcocha em ‘El Coche’ e ‘Desequilíbrio Urbano’ [Chile]](https://static.wixstatic.com/media/8ec82a_8e2a96161d1d4b5ca56d917234987f58~mv2.jpg/v1/fill/w_980,h_654,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto/8ec82a_8e2a96161d1d4b5ca56d917234987f58~mv2.jpg)
![#ExperimentosCríticos | Riso encantado, palhaçaria e natureza em ‘O Dia da Caça’ - grupo Las Cabaças [Alter do Chão/PA]](https://static.wixstatic.com/media/8ec82a_12dbe1d37fc24754b3b7c82bdd1aef4f~mv2.jpg/v1/fill/w_980,h_654,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto/8ec82a_12dbe1d37fc24754b3b7c82bdd1aef4f~mv2.jpg)
![#ExperimentosCríticos | Ana Corrêa, do Grupo Yuyachkani, torna-se Colibri Maravilhoso em ‘Confesiones’ [Peru]](https://static.wixstatic.com/media/8ec82a_145ed8a5affc4d319dfee8fb2a9150e6~mv2.jpg/v1/fill/w_980,h_654,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto/8ec82a_145ed8a5affc4d319dfee8fb2a9150e6~mv2.jpg)
Comentários