8 - 14 | FEV

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CARTA DA CURADORIA

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No ano de 2020, o Feverestival chega a sua 15ª edição e foi dada à curadoria a missão de descobrir como a arte pode nos apresentar futuros desejáveis para o ambiente distópico que se apresenta com sufocante força. Recebemos cerca de 400 inscrições vindas de todas as regiões do Brasil, nas quais pudemos contemplar a força de grupos, precisão de monólogos, a própria vida como suporte para as obras, ficções de contundência real e o realismo como maneira de enxergar possibilidades para seguir. Ficou evidente a pluralidade desse país continental. Múltiplas regionalidades em múltiplos corpos trazendo respiro e grito, sementes de coragem e fortalecimento para que abramos caminhos para seguir desejando um futuro.

A partir disso, como escolher apenas 5 obras que pudessem ao mesmo tempo revelar a multiplicidade de olhares, representar todo o material trazido e ainda comprometer nosso olhar sobre o presente? Responder nos trouxe mais reflexões: Que futuros nós como curadoria queremos mostrar? Que otimismo é plausível nesse ambiente distópico? Como desejar futuros para além de utópicos, realizáveis? Os selecionados nos mostram que é impossível projetar um futuro sem deflagrar o passado e o presente que não desejamos reproduzir. É preciso limpar o campo, conhecer o terreno onde estamos semeando e descobrir quais florescimentos são possíveis.

Nesta edição, nossa curadoria manteve um olhar ainda mais expandido para as pessoas com diversas potências. A arte, sendo entendida como a atividade humana ligada às manifestações de ordem estética ou comunicativa, pede antes de tudo, percepção. Nesse intuito, nos dedicamos desde o processo curatorial a pensar nos recursos de aproximação e os diálogos que podemos instaurar a partir da audiodescrição e LIBRAS. A audiodescrição é o recurso de acessibilidade comunicacional que dará acesso às imagens de espetáculos para que pessoas com deficiência visual possam desenvolver novas relações simbólicas, tão fundamentais para a fruição. Por meio da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) as pessoas surdas poderão ter acesso a todas as informações sonoras, à expressão das palavras, seus ritmos, suas nuances e potências da voz.

As propostas de ação pedagógica tiveram, ainda, importante papel no desenho para os desejáveis futuros. É de nosso interesse pensar as fricções que podem surgir fora do espaço de apresentação, no contato direto entre propositores e espectadores ativos destes possíveis futuros. Fica a provocação: como nessas ações além-palco encontramos ainda mais corpos e vozes que ecoem possibilidades de tempos porvir? Se estamos limpando o campo, como também disseminar ainda mais sementes?

Gostaríamos de ter braços para arar a terra para todas essas potências que se apresentaram nessas inscrições, mas nesse momento o que é realizável é o importantíssimo ato de resistir frente às intempéries e promover encontros catalisadores de ações. Nesse sentido, escolhemos obras das cinco regiões do país que, sem perder a contundente realidade, apontam que o futuro desejável é composto por diferentes potências, coube-nos deflagrar algumas delas, no intuito que muitas mais se revelem a partir do encontro.

 

Curadoria da 15ª ed. Feverestival  

Bell Machado, Carlos Gomes, Cynthia Margareth, Dandara Lequi, Helena Agalenéa, Isis Madi.

15° FEVERESTIVAL – FUTUROS DESEJÁVEIS

A edição de 2020 do Feverestival – Festival Internacional
de Teatro de Campinas é uma celebração.  Chegando à sua 15° edição, o Feverestival reafirma seu presente, revisitando
o passado e projetando o futuro: o que queremos construir 
a partir daqui? O que desejamos reinventar? Qual projeto
de mundo estamos buscando? Quais são os nossos 
Futuros Desejáveis?

///// QUANDO

08 a 14 de fevereiro de 2020

///// ONDE

Campinas/SP

HISTÓRICO

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Criado em 2003, O Feverestival nasceu como um pequeno formigueiro. Resultado da alta demanda por um espaço de compartilhamento das pesquisas e processos cênicos, realizados nos cursos e oficinas de grupos teatrais com sede em Barão Geraldo. A ideia do evento era ser feito de pequenas produções e muitas pessoas, que se movimentavam feito formigas de um lado para o outro, acompanhando as atividades. 

 

Com o passar dos anos o festival foi crescendo e tomando outras formas, proporções e lugares. Ganhou espaço por Campinas, reconhecimento nacional e internacional e um Núcleo, responsável por cuidar desse formigueiro entre uma edição e outra.

 

Em 14 edições o Feverestival alcançou mais de 300 mil pessoas e trouxe mais de 200 apresentações inéditas, com artistas de diversas regiões do Brasil, além de países como Itália, Argentina, Uruguai, Inglaterra, Alemanha, Bolívia, Finlândia, Israel, Burkina Faso e México

RELEMBRE COMO FOI  A  14ª  EDIÇÃO DO FEVERESTIVAL

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