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Feverestival lança curta-metragem em homenagem à trajetória do Festival em Campinas

Atualizado: há 5 dias

“Memórias do Feverestival – A coragem de andar junto” reverencia o passado de um movimento cultural coletivo que marca a história do teatro no Brasil


O que faz de um festival um acontecimento histórico?

O que faz um festival para mobilizar diferentes territórios e concentrar potências em uma só força, um só lugar, uma só voz?

Por que o Feverestival conquista tanto o coração e a emoção das pessoas?



Em 2021, o Feverestival – Festival Internacional de Teatro de Campinas – não aconteceu. Mas o trabalho não parou. O Núcleo Gestor se movimentou. Sem criar alarde. Estudou. Estudou. Estudou. Minuciosamente, como as formigas (símbolo do Festival), buscou cada pedacinho de um gigantesco quebra-cabeças e formou, assim, uma base ainda mais sólida para sua continuidade na próxima edição, em 2022.


No dia 25 de novembro, às 20h, o Feverestival lança ao público em seu site oficial o curta-metragem “Memórias do Feverestival – A coragem de andar junto”. O filme ficará disponível para acesso livre e gratuito a partir desta data. A produção, realizada por muitas formigas e de maneira coletiva, faz homenagem às 15 edições do Festival. O público poderá conhecer, vivenciar e até relembrar diversos aspectos do Feveres, desde a sua criação e modos de produção até as pausas do evento e a luta por sua continuidade.


Essa ação faz parte do projeto "Feverestival" contemplado pelo Edital ProAC Expresso LAB Nº 60/2020 – Eixo Premiação Mostras, Festivais No Estado de São Paulo (PJ) promovido pelo Governo do Estado de São Paulo, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa e o Governo Federal.


O Feverestival começou lá atrás, em 2003, com outras formigas – gestoras e gestores culturais, além de coletivos e sedes teatrais – do distrito de Barão Geraldo, em Campinas (SP). Ali elas estudavam coletivamente, trabalhavam e faziam teatro por amor... por paixão.


Afeto. Essa palavra está escrita em cada passo dado nestes dezoito anos, desde quando o Feveres brotou.


Afeto esse que foi florescendo naturalmente no coração de cada formiga que ajudou e ainda ajuda a construir um Feverestival que está em constante construção e evolução. Como as formigas, o Feveres continuou seus trabalhos. E quer sempre mais, sempre melhor, e para todos, todas e todes.


“Foi bom olhar para o passado e entender pelo que o Festival já passou. Olhamos para os espetáculos, artistas e linguagens cênicas que estiveram em nossa programação, e conseguimos entender para onde queremos que o Festival vá”, conta Vini Silveira (Núcleo Gestor).


“Encerramos a 15ª edição em 2020 pensando Futuros Desejáveis e menos de um mês depois, tudo fechou. Em 2021 olhamos para o passado... e reconhecemos um movimento cultural incrível” – Dudu Ferraz (Núcleo Gestor)


2021: o ano do desafio

Quando o ato do encontro é impossibilitado, o Núcleo Feverestival evoca o passado para mirar o futuro. Em 2021, ainda tomados pelas incertezas causadas pela pandemia do Covid-19, o Feveres não aconteceu. Não da forma como conhecemos, com teatros lotados e uma movimentação intensa por toda a cidade de Campinas.


Em vez disso, o Núcleo Gestor mergulhou nas memórias do Festival. Descobriu de que maneira ele se consolidou como um evento tão importante para Campinas e para o Brasil; reverenciou os artistas que iniciaram essa história; celebrou conquistas de anos de construção e diálogo e até descobriu como surgiram as formigas (essa resposta pode ser conferida no curta).


Pelas palavras de Francisco Barganian (Núcleo Gestor), continuar o Feverestival desta maneira em 2021 trouxe um amadurecimento grande para o Festival e para as pessoas. “Todas essas ações vieram para a gente conseguir manter o Feveres para além da nossa gestão. Fomentamos experiências que capacitam novos profissionais no mercado cultural e preparamos pessoas para o trabalho coletivo dentro do Festival”. Além do documentário, ainda neste ano o Feveres ofereceu diversos cursos dentro da programação das Ações Pedagógicas 2021 com o objetivo de qualificar o debate de artistas, produtores e gestores culturais.


Durante o processo de construção do curta-metragem, a equipe viu-se inúmeras vezes mergulhada em novos conhecimentos e tecnologias e esse movimento trouxe um enriquecimento enorme para a consistência do Festival. “Tínhamos uma página em branco no começo. Aprendemos a fazer roteiro, estudamos e pesquisamos arquivos antigos do Feverestival... foi uma grande oportunidade para todos nós, além de organizarmos melhor a estrutura de trabalho do Feveres e manter a equipe financeiramente ao longo do ano”, relata Dudu Ferraz (Núcleo Gestor).


“As pessoas vão se surpreender ao ver

o quanto o Feverestival movimenta dentro de

Campinas” – Dandara Lequi, (Núcleo Gestor)


Produção do filme

Vini Silveira conta que quando o Núcleo Gestor começou a organizar o histórico do Feverestival, no 2º semestre de 2020, a equipe encontrou uma infinidade de imagens e vídeos que revelaram uma diversidade de artistas e obras teatrais que já passaram pelo Festival.


A partir da reunião deste arquivo brotou a vontade de produzir um documentário. “Conversamos com Cynthia Margareth (produtora cultural que esteve à frente do Feverestival por muitos anos, até 2018), para que ela compartilhasse conosco informações e histórias sobre o que do Festival nós desconhecíamos. A partir disso iniciamos o processo de escrita do roteiro”, aponta Vini.


Dali para frente, o trabalho ficou mais intenso. O Núcleo entrou junto no processo criativo de maneira horizontal e colaborativa e acessou alguns artistas que arremataram a estética e sonoridade do filme: Lígia Villaron na edição de vídeo; Bárbara Ghirello nas animações e motion design e Bito Coelho na trilha sonora original (juntamente com Dudu Ferraz). Além disso, a narração do filme é feita pelas vozes do Núcleo e de Cynthia – afinal, o Festival é feito por muitas pessoas.


“Tudo o que fizemos neste ano foi bem diferente. A partir do arquivo audiovisual vislumbramos um mundo novo e estamos muito contentes com o resultado. No fim, prestamos uma justa e linda homenagem a todos aqueles e aquelas que construíram o Feverestival”, sinaliza Dandara.


O filme possui acessibilidade em Libras e Audiodescrição – um ponto de atenção e grande importância para o Núcleo Gestor, que busca abrir caminhos através de materiais acessíveis que mediem o Festival para novos públicos. “Enxergamos aqui mais uma possibilidade de apresentar o Festival para as comunidades cega e surda de Campinas, para que nas próximas edições possam acompanhar nossa programação”, pontua Victor Ferrari (Núcleo Gestor).


“Memórias do Feverestival – A coragem de andar junto”


Duração: 17 minutos

Classificação indicativa: Livre

Lançamento: 25/11 (quinta-feira)

Horário: 20h

Disponível em: Site oficial do Feverestival


Ficha técnica

Direção e Roteiro: Dandara Lequi, Dudu Ferraz, Francisco Barganian, Lígia Villaron e Vini Silveira

Pesquisa: Bruna Schroeder, Cynthia Margareth, Dandara Lequi, Dudu Ferraz, Francisco Barganian, Lígia Vilaron, Lucas Michelani, Victor Ferrari e Vini Silveira

Produção: Feverestival

Narrações: Bruna Schroeder, Cynthia Margareth, Dandara Lequi, Dudu Ferraz, Francisco Barganian, Lucas Michelani e Vini Silveira

Design gráfico e Motion design: Bárbara Ghirello

Montagem e edição: Lígia Villaron

Imagens de arquivo:

Arquivo Laboratório Cisco

Arquivo LUME Teatro

Afonso Neto

Alessandro Poeta

Ana Carolina Salomão

Arthur Amaral

Cauê Felix

Chun

Conrado de Moraes

Gabriella Zanardi

Kaian Ciasca

Karen Mezza

Karina Couto

Laura Françozo

Levi Munhoz

Lilian Walker

Mariana Rotilli

Maycon Soldan

Neander Heringer

Nina Pires

Paula Champi

Paula Poltronix

Roberto Ciasca

Rodrigo Faria

Digitalização do arquivo: Francisco Leandro e Laboratório Cisco

Captação de imagens: Lígia Villaron e Nina Pires

Trilha musical original: Bito Coelho e Dudu Ferraz

Captação, Edição e Mixagem de som: Bito Coelho

Bateria e percussões: Bito Coelho

Violão, Guitarra e Voz: Dudu Ferraz

Saxofone Soprano e Flauta Transversal: Tom Saraiva

Música: “Regar e não Reter” (Dudu Ferraz e Cynthia Margareth)

Interpretação em Libras: Karina Zonzini

Audiodescrição: Isadora Ifanger