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Grupo Galpão convida público à comunhão para cultivar convívios no encerramento do 16º Feverestival

Grupo retorna à Campinas em apresentação que acontece neste domingo, 10 de julho, no Teatro Municipal Castro Mendes. Ingressos podem ser adquiridos antecipadamente


Grupo Galpão apresenta o espetáculo "Nós" no encerramento do 16º Feverestival. Foto: Adalberto Lima


O Grupo Galpão (Belo Horizonte/MG), um dos mais tradicionais na história do teatro brasileiro, encerra neste domingo, 10, a programação do 16º Feverestival – Festival Internacional de Teatro de Campinas – com a apresentação do espetáculo “Nós” no Teatro Municipal Castro Mendes.


Os ingressos para a sessão única do grupo no Festival podem ser adquiridos previamente pela plataforma Sympla ou diretamente na bilheteria do teatro no dia da apresentação. Os valores de entrada variam entre R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira).


Em 2022, o Grupo Galpão celebra 40 anos de trajetória. Para o Feverestival, encerrar sua 16ª edição com a presença de um dos grupos mais importantes para o teatro brasileiro é motivo de grande satisfação – e muitas expectativas. “Ele (Galpão) se apresentará em nosso Festival falando sobre uma série de discussões bem atuais na nossa sociedade, conversando diretamente sobre nosso tema deste ano: ‘Cultivar convívios’. Esperamos lotar o Castro Mendes, como sempre, e com o desejo de que o público tenha uma experiência única neste dia tão importante”, pontua Bruna Schroeder, coordenadora geral da 16ª edição e membro do Núcleo Feverestival.


Dirigido por Marcio Abreu, “Nós” retrata as relações vividas em sociedade e remete o tempo inteiro para as ligações estabelecidas entre público e privado; coletivo e do indivíduo. Para tal, o Grupo Galpão convida o público para uma ‘comunhão’ com um grupo de pessoas que se reúnem para a preparação de uma última sopa.


“Este espetáculo é profundamente político e fala dos nós e de nós como um todo: como um grupo de teatro, como sociedade e como Brasil neste momento que o país está vivendo. De certa maneira, mostramos as entranhas desse permanente conflito entre o indivíduo e a coletividade, o público e o privado na construção do nosso país e da sociedade”, explica o ator Eduardo Moreira, um dos fundadores do Galpão e responsável pela dramaturgia do espetáculo junto com Marcio Abreu, diretor da peça.


“Nossa expectativa é a melhor possível. Campinas é uma cidade que tem em seu DNA cultural uma identidade muito forte com o teatro. O Galpão passou várias vezes por Campinas com experiências muito distintas, desde as primeiras vivências com o teatro de rua, nos primórdios ainda do grupo, e 'Nós' vem para renovar esse encontro do Galpão com o público campineiro.” [Eduardo Moreira, ator e um dos fundadores do Grupo Galpão]


Contemporâneo, performático, sensorial


Nesta apresentação, o público pode esperar momentos de bastante impacto pela forma como a teatralidade se apresenta em cena. Segundo Eduardo Moreira, há momentos na peça em que a violência se faz presente enquanto ato, de forma que ela se torna muito performática nas cenas. “A partir de um momento eclode um gesto de violência enquanto ato teatral que é muito forte, muito vivo, que está muito presente e não é contado, nem representado, mas é vivido de fato”, explica.


“O espetáculo tem um convite à comunhão com o público que é muito bonito e que é recebido de uma maneira muito forte, visceral. Tem uma característica forte do Marcio Abreu nesta apresentação que é a de um teatro contemporâneo, performático, e também uma característica muito forte do teatro do Grupo Galpão que é um teatro muito voltado à comunicação direta com o público.”


Esta montagem tem uma importância viva dentro da trajetória do Galpão, já que representa uma “guinada” forte na linguagem do grupo, buscando um teatro mais performático e menos interpretado, como explica Eduardo. “Acho que ela é mais coerente com a linguagem contemporânea do Marcio Abreu. Na sua trajetória o Galpão mostra muito essa capacidade de se auto desafiar, com os atores se lançando em um certo abismo; um risco permanente.”


Questionado sobre o cenário atual das artes da cena – e da arte em geral – atualmente no Brasil, Eduardo fala sobre uma visão realista do assunto: “A arte no Brasil sofreu terrivelmente nos últimos anos e vem sofrendo uma política de sufocamento que ainda traz danos irreparáveis para a organização da sociedade. Minha perspectiva é um pouco pessimista, é possível revirar mas haverá um processo, um longo caminho. A destruição infelizmente é muito mais rápida e muito mais fácil que a construção, já que demanda tempo, trabalho e paciência.”


Encerramento do 16º Feverestival


Conviver e escutar. Estas foram duas das palavras mais usadas pelos artistas do 16º Feverestival para responderem à seguinte pergunta da equipe de Comunicação: “Quais são as chaves para cultivar convívios nos tempos atuais?”


Para encerrar esta edição, o Feverestival escolheu a apresentação de “Nós” para subir ao Teatro Municipal Castro Mendes. O espetáculo versa sobre conflito, individualidade, coletividade, diversidade, intolerância... palavras opostas e complementares em si, que geram avanços e retrocessos o tempo todo – um pequeno retrato do que vive hoje nossa sociedade atual, especialmente no Brasil.


“A sociedade brasileira carece de discussões mais profundas de seus problemas. Vivemos um momento histórico extremamente delicado que exige de nós uma postura, um posicionamento, para que o país possa retomar não só uma conjuntura de convivência democrática, mas também para a gente conseguir tirar uma certa névoa, uma sombra que existe sobre todos nós que é a da destruição da Democracia”, afirma Eduardo. “Fazer este espetáculo neste momento, nesse lugar em Campinas é um momento realmente raro que a gente tem que aproveitar, e tenho certeza que a gente vai fazer jus a essa oportunidade que estamos tendo dentro do Festival.”


Sobre o Grupo Galpão


O Grupo Galpão é uma das companhias mais importantes do cenário teatral brasileiro, cuja origem está ligada à tradição do teatro popular e de rua. Criado em 1982, o grupo desenvolve um teatro que alia rigor, pesquisa, busca de linguagem, com montagem de peças que possuem grande poder de comunicação com o público.


Sediado na cidade de Belo Horizonte (MG), é um dos grupos brasileiros que mais viaja, não só pelo país como também pelo exterior, já tendo percorrido o território brasileiro de norte a sul e participado de vários festivais em países da América Latina, América do Norte e Europa.


Formado por 12 atores que trabalham com diferentes diretores convidados, como Fernando Linares, Paulinho Polika, Eid Ribeiro, Gabriel Villela, Cacá Carvalho, Paulo José, Paulo de Moraes, Yara de Novaes, Jurij Alschitz e Marcio Abreu, além dos próprios componentes – Eduardo Moreira, Chico Pelúcio, Júlio Maciel, Lydia Del Picchia e Simone Ordones –, que também já dirigiram espetáculos do grupo, o Galpão forjou sua linguagem artística a partir desses encontros diversos, criando um teatro que dialoga com o popular e o erudito, a tradição e a contemporaneidade, o teatro de rua e de palco, o universal e o regional brasileiro.


Sem fórmulas e sem métodos definidos, o Galpão sempre pautou sua prática por um teatro de grupo, que não só monta espetáculos, mas que se propõe também a uma permanente reflexão sobre a ética do ator e do teatro, inserido em um amplo universo social e cultural.


Ficha técnica


NÓS

GRUPO GALPÃO

Belo Horizonte/MG | Espetáculo Adulto


Horários: 19h | Local: Teatro Municipal Castro Mendes

Duração: 1h30 | Classificação etária: 16 anos | Ingressos: R$ 20 (inteira) / R$ 10 (meia), pela plataforma Sympla


Sinopse: Enquanto preparam a última sopa, sete pessoas partilham angústias, algumas esperanças e muitos nós. Gerada de um mergulho radical na experiência de mais de 30 anos do Galpão, a 23ª montagem da companhia, dirigida por Marcio Abreu, debate questões atuais, como a violência, a intolerância, a convivência, a partir de uma dimensão política. O Grupo Galpão conta com o Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale, Patrocínio da Cemig e Apoio do banco BV e AngloGold Ashanti por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e da Lei Federal de Incentivo à Cultura.


Elenco: Antonio Edson, Beto Franco, Eduardo Moreira, Júlio Maciel, Lydia Del Picchia, Paulo André e Teuda Bara | Direção: Marcio Abreu | Dramaturgia: Marcio Abreu e Eduardo Moreira | Cenografia: Play Arquitetura – Marcelo Alvarenga | Figurino: Paulo André | Iluminação: Nadja Naira | Trilha e Efeitos Sonoros: Felipe Storino | Assistência de Direção: Martim Dinis e Simone Ordones | Preparação musical e arranjos vocais/instrumentais: Ernani Maletta | Preparação vocal e direção de texto: Babaya | Colaboração artística: Nadja Naira e João Santos | Assistência de Figurino: Gilma Oliveira | Assistência de Cenografia: Thays Canuto | Cenotécnica e construção de objetos: Joaquim Pereira e Helvécio Izabel | Operação e assistência de luz: Rodrigo Marçal | Operação de som: Fábio Santos | Assistente técnico: William Teles | Assistente de produção: Cleo Magalhães | Confecção de figurino: Brenda Vaz | Técnica de Pilates: Waneska Torres | Comunicação: Fernando Dornas, Letícia Leiva e Matheus Carvalho | Assessoria de Imprensa: Polliane Eliziário (Personal Press) | Identidade visual: Filipe Lampejo e Vinícius de Souza | Design gráfico: Filipe Lampejo e Rita Davis | Fotos de divulgação: Guto Muniz | Imagens escaneadas: Tibério França e Lápis Raro | Registro e cobertura audiovisual: Alicate Conteúdo Audiovisual | Direção de produção: Gilma Oliveira | Produção executiva: Beatriz Radicchi | Produção: Grupo Galpão


Serviço


16º Feverestival

Quando: 3 a 10 de julho de 2022

Onde: Campinas/SP

Programação completa disponível em http://feverestival.com.br

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O Núcleo Feverestival é composto por Bruna Schroeder, Cauê Moreira, Dandara Lequi, Dudu Ferraz, Francisco Barganian, Lucas Michelani e Vini Silveira.


A 16ª edição é uma realização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa; produção da Território Produções Culturais e Núcleo Feverestival; correalização da Universidade Estadual de Campinas, Cocen (Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa), Lume Teatro (Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da Unicamp) e Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura de Campinas.