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Feverestival reencontra público com ocupação do Parque Taquaral na abertura da 16ª edição

Programação do primeiro dia é totalmente gratuita e inclui oficinas, sarau, contação de histórias, atrações culturais diversas e um cortejo abre-alas para celebrar o retorno do Feveres


Cortejo Abre-Alas que será realizado pelo LUME Teatro e convidados neste domingo (3/7). Foto: Divulgação


De corações abertos para cultivar convívios, o Feverestival – Festival Internacional de Teatro de Campinas – vai de encontro ao público e realiza a abertura de sua 16ª edição neste domingo, 3 de julho, com uma grande ocupação do Parque Taquaral. A programação será preenchida por oficinas, ações formativas, cortejo e diversas atrações culturais para todas as idades em um dia que celebra a volta do festival após dois anos de pausa devido à pandemia do Covid-19.


“Nós vamos até o nosso público para revê-lo depois de tanto tempo distantes. O primeiro dia de programação é um encontro com a população campineira e um convite para que todos venham acompanhar nossas atrações também nas salas de teatro ao longo da semana”, afirma Bruna Schroeder, membro do Núcleo Feverestival.


Em 2022, o Feverestival muda sua rota tradicional de realização, deixa fevereiro para os carnavais ainda tolhidos pelas circunstâncias sanitárias e políticas e promove o convívio com o público em julho. A escolha se dá pela busca por maior segurança e saúde – e ainda assim o momento pede, e o Feveres, como é carinhosamente chamado, segue todos os protocolos sanitários com responsabilidade sobre o bem-estar coletivo.


Com o tema “Cultivar convívios”, a 16ª edição do Feveres convida nossa sociedade a refletir sobre uma questão essencial: de quais maneiras queremos nos relacionar com a vida e com o território que habitamos? Partindo deste questionamento, toda a programação deste ano foi planejada e os espetáculos escolhidos para nos ajudar a encontrar possíveis chaves que abram as portas para esta pergunta.


“É possível habitar esse território respeitando a diversidade humana e honrando a terra em que pisamos?”; “Quais as alternativas sociais e ambientais para que possamos ressignificar nosso modo

de viver nesse planeta?”; “Como cultivar convívios?” [Núcleo Feverestival]


Ocupar para conviver


Domingo no Parque Taquaral. Um dos maiores pontos de encontro da população de Campinas e região. Quando o Feverestival fala em ir de encontro ao público, esta é a primeira e talvez mais emblemática imagem que vem à mente. Por que ocupar este espaço com arte e cultura? Por que ir até o público em um lugar que o Feveres não costuma estar?


Nesta edição interessa ao Festival o olhar sobre as fronteiras culturais, percebendo e expandindo novas possibilidades de relações. Ele propõe então andanças por territórios ditos bem conhecidos pelo público campineiro, que atravessam esses espaços por vezes na urgência, por vezes na busca por relaxamento e lazer.


“A abertura do Feveres esse ano vai ser uma ocupação do Taquaral com diversas atividades culturais, formativas, atrações, e vai ser bem bonito para todas as famílias. Queremos encontrar um público bem diverso, por isso teremos ações focadas em acessibilidade, ações para jovens, crianças e como um todo uma programação para a família campineira”, explica Bruna.


Segundo ela, este movimento no Taquaral deve refletir em uma ocupação de diversos outros espaços ao longo da programação. “A pandemia fez tudo ser muito online, muito virtual. Queremos ver as salas de teatro cheias, ver o público se encontrando de novo”, vislumbra. “No fundo existe um receio geral de que, com tudo o que passamos, a gente tenha perdido o hábito de ir ao teatro, de cultivar esse espaço em nosso dia a dia”.


“Quando os Futuros Desejáveis (tema da 15ª edição) nos são tolhidos, juntamos afeto para semear a potência que é estar vivo. Afinal, fazer um festival de teatro é acolher as dúvidas e incertezas coletivas do presente e transformá-las em um ato criativo. Por isso, este é um convite para que, através da teatralidade, possamos entrever outras perspectivas. Um convite para pisar na terra. Olhar para o céu. Perceber o que nos rodeia. Bravejar o agora.” [Núcleo Feverestival]

Sarau Sinaliza, do Coletivo Mão Dupla, faz parte da programação deste domingo (3/7). Foto: Gabriel Nardi


Para todos, todas e todes


Para contemplar este primeiro dia de programação, o Feverestival leva ao público atrações diversas. Entre elas, está a contação de histórias “A Flor do Curupira”, da Cia. Benedita na Estrada (Campinas/SP), que marca o reencontro da dupla de artistas Mirna Rolim e Bruno Dutra com uma grande plateia após o período de maior isolamento social. “Vai ser nossa primeira grande apresentação presencial depois da pandemia e também do nascimento da nossa filha. Estamos muito animados, queremos ver o espaço cheio de gente”, conta Mirna.


A apresentação, segundo ela, convida o público a viver um lugar de cuidado com o outro, já que a personagem principal da história entra em uma floresta para procurar remédio para curar seu amigo. “Esta é uma história de amor não no sentido romântico do termo, mas do que a gente é capaz de investir da nossa própria história para ajudar quem a gente gosta”.


No mesmo dia, o público também poderá ter contato com duas ações realizadas pelo Coletivo Mão Dupla (Campinas/SP), que realiza ações de acessibilidade através da língua de sinais.


A primeira delas será uma oficina de “Poesia Bilíngue (Libras-Português)” e a segunda, o “Sarau Sinaliza”, no qual artistas do coletivo Mão Dupla e convidados, incluindo participantes da oficina, apresentarão suas performances e poesias. Segundo Isa Santos, membro do Coletivo Mão Dupla, esta será uma grande oportunidade para que surdos e ouvintes se apresentem e se vejam representados, unidos através da poesia.


“Queremos muito que pessoas surdas e interessados na língua de sinais venham participar, um público já esperado por nós... mas também esperamos que um público ouvinte que nunca teve contato com o assunto passe a ter conhecimento e interesse na arte e cultura surda, a partir da experiência que terão conosco”, aponta Isa. “Cultivar convívios é estar entre os nossos, mas é também estar entre outros, diferentes, divergentes... e sobre conhecer outros jeitos de agir, ser e se expressar no mundo”.


Abre-alas


Para encerrar o primeiro dia de programação, o 16º Feverestival recebe a participação do Lume Teatro (Campinas/SP), apoiador desta edição e um dos responsáveis pela concepção do Festival há quase 20 anos. Junto com alguns grupos convidados – Família Burg, Circo da Silva, Nanocirco, Bloco Cupinzeiro e Renata Oliveira –, o Lume levará ao Taquaral o “Cortejo Abre-alas”, resultado da oficina que foi realizada no período pré-Festival com mais de 50 pessoas.


O Abre-alas será um espetáculo itinerante de rua que falará sobre as dores do planeta, a política atual, o capitalismo e o quanto o dinheiro movimenta toda essa engrenagem. “Como o espetáculo é construído ao longo de uma semana, ele nunca é igual. Temos uma estrutura conhecida que se repete, mas cada vez é diferente. Criamos ali um roteiro novo e as pessoas que fazem são diferentes também”, aponta Raquel Scotti Hirson, membro do Lume Teatro.


Segundo ela, ocupar o Taquaral com essa diversidade artística será um momento singular de ressignificação desse espaço. “Provavelmente as pessoas ali estão acostumadas a levar as crianças para passear, ou vão para fazer exercícios e estar em contato com a natureza. Aí você tem um espetáculo que pode transformar aquele lugar e então, o que você estava acostumado a ver, ganha um novo sentido. Transformaremos o Taquaral em um cenário vivo.”


Programação completa | Domingo (3/7)


DANÇA DE SALÃO: DESCOBRINDO CONEXÕES OUTRAS

CAROLINA POLEZI

Campinas/SP | Ação pedagógica

Horário: 9h | Local: Lagoa do Taquaral - Próximo ao Planetário (Portão 7)

Número de vagas: Ilimitado | Sem necessidade de inscrições

Sinopse: A oficina busca apresentar ao público uma abordagem diferente para o forró, em que os participantes poderão conhecer melhor suas origens histórico culturais a partir de práticas das danças populares nordestinas e da condução compartilhada.

Ministrantes: Carolina Polezi


OFICINA DE POESIA BILÍNGUE (LIBRAS-PORTUGUÊS)

COLETIVO MÃO DUPLA

Campinas/SP | Ação pedagógica

Horário: 10h | Local: Lagoa do Taquaral - Área para PicNic (Portão 1)

Número de vagas: 20 | Sem necessidade de inscrições

Sinopse: A oficina tem a intenção de unir poetas surdos e ouvintes, mostrando as possibilidades de expressão poética usando elementos das literaturas Surda e Ouvinte. Os participantes podem trazer poesias prontas a serem transformadas pela metodologia oferecida ou elaborarão novas poesias, de forma que, ao final, todas que aconteçam nas línguas Português e Libras ao mesmo tempo, numa interação entre as identidades de artistas surdos e ouvintes.

Ministrantes: Bruno Vital, João Pedro Acciari, Isa Santos e Letícia Navero


DANÇAS AFRO-BRASILEIRAS: DIÁLOGOS ENTRE TRADIÇÃO E O CONTEMPORÂNEO

DANÇAS AFRO-BRASILEIRAS CAMPINAS

Campinas/SP | Ação pedagógica

Horário: 10h | Local: Praça Arautos da Paz

Número de vagas: 35 | Sem necessidade de inscrições

Sinopse: A oficina "Danças Afro-Brasileiras: diálogos entre tradição e contemporâneo", pretende levar aos participantes um pouco do universo da dança afro, através dos elementos da natureza, de variados ritmos, movimentos e coreografias; partindo de uma oralidade e corporeidade baseadas na ancestralidade negra na diáspora.

Ministrantes: Renata de Oliveira, Otávio Andrade e Yandara Pimentel


A FLOR DO CURUPIRA

CIA BENEDITA NA ESTRADA

Campinas/SP | Contação de histórias

Horário: 11h | Local: Lagoa do Taquaral - Playground (Portão 1)

Duração: 50min | Classificação etária: Livre | Grátis

Sinopse: É preciso ser grande pra se ter coragem? Essa história inspirada no livro “Tampinha” de Angela Lago mostra que às vezes, quanto menor a gente é, mais coragem temos! Haja coragem pra sairmos de onde nascemos e enfrentarmos os desafios que a vida trás. Convidamos a todes para viver essa aventura de sabedoria popular, muita música e brincadeiras.

Texto: Cia Benedita na Estrada (livremente inspirado no livro "Tampinha de Angela Lago) | Direção: Cia Benedita na Estrada | Elenco: Bruno Dutra e Mirna Rolim | Figurino: Graciete Mary Santos | Preparação musical: Aline Marques | Fotografia: Tereza Saci | Registro de vídeo: Tobias Rezende | Designer gráfico: Mirna Rolim | Produção: Cia Benedita na Estrada


SARAU SINALIZA

COLETIVO MÃO DUPLA

Campinas/SP | Sarau

Horário: 13h | Local: Lagoa do Taquaral - Área para PicNic (Portão 1)

Duração: 2h | Classificação etária: Livre | Grátis

Acessibilidade: Libras

Sinopse: Ao unir a poesia oral e a poesia do corpo, o evento traz surdos e ouvintes à Lagoa do Taquaral. O Sinaliza busca fomentar a cultura do Slam Bilíngue (Libras-Purtuguês) na região de Campinas e reformular os lugares que ocupamos através da poesia sinalizada. Neste Sarau, duplas formadas por um poeta surdo e um ouvinte, apresentarão poesias com elementos da Cultura Surda. É para ouvintes e surdos, para quem é poeta e quem não é, para adultos e crianças, é para todes!

Poetas Surdos: Bruno Vital, Elivelton Silva e João Pedro Acciari | Poetas ouvintes: Gabriel Nardi, Isa Santos, Leticia Navero


CORTEJO "ABRE-ALAS"

LUME TEATRO, FAMÍLIA BURG, CIRCO DA SILVA, NANOCIRCO, BLOCO CUPINZEIRO E RENATA OLIVEIRA

Campinas/SP | Cortejo

Horário: 15h | Local: Lagoa do Taquaral (Portão 1)

Duração: 1h30 | Classificação etária: Livre | Grátis

Sinopse: Uma procissão ou desfile carnavalesco que toma de assalto ruas e avenidas, este é o Cortejo Abre-Alas, interferindo no tráfego de carros e de gente, propondo relações com o entorno cotidiano e com o outro, o estranho, o inusitado. O Cortejo Abre-Alas é resultado da oficina-montagem ministrada pelo LUME Teatro, que envolve cerca de 80 artistas e profissionais de várias áreas que, juntos, incorporam elementos do tempo e do espaço da rua às cenas construídas para a intervenção.

Criação e Condução: Naomi Silman, Raquel Scotti Hirson e Renato Ferracini (LUME Teatro) | Atuação: Jesser de Souza, Naomi Silman, Raquel Scotti Hirson e Renato Ferracini (LUME Teatro) | Roteiro: Naomi Silman e Ricardo Puccetti – LUME Teatro | Assistentes: Giovanna Zottis, Maciej Rozalski e Marcos Rangel | Artistas convidades: Circo da Silva, Família Burg, NanoCirco, Bloco do Cupinzeiro e Renata Oliveira | Figurinos e acessórios: Laura Françozo e Grazi Garbuio | Apoio administrativo: Giselle Bastos | Registro audiovisual: Alessandro Poeta Soave | Apoio comunicação: Alanis Mahara Borges | Direção de produção: Cynthia Margareth (Aflorar Cultura) | Produção executiva: Adolfo Barreto e Laila Gama (Aflorar Cultura) | Criação, execução e pesquisa: LUME Teatro | Produção: Anoné Produções Artísticas


Serviço


16º Feverestival

Quando: 3 a 10 de julho de 2022

Onde: Campinas/SP

Programação completa disponível em http://feverestival.com.br

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O Núcleo Feverestival é composto por Bruna Schroeder, Cauê Moreira, Dandara Lequi, Dudu Ferraz, Francisco Barganian, Lucas Michelani e Vini Silveira.


A 16ª edição é uma realização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa; produção da Território Produções Culturais e Núcleo Feverestival; correalização da Universidade Estadual de Campinas, Cocen (Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa), Lume Teatro (Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da Unicamp) e Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura de Campinas.